Entidade fortalece atuação institucional e científica para posicionar os Remineralizadores de solo e o Intemperismo Acelerado de Rochas (IAR/ERW) como soluções estratégicas para a remoção de carbono no Brasil
O Comitê Agrocarbono da ABREFEN vem se consolidando como uma importante frente estratégica para ampliar o debate sobre o papel dos Remineralizadores de solo (REM) e Fertilizantes Naturais (FN) na mitigação das emissões de CO₂ e no avanço de soluções sustentáveis para a agricultura brasileira. Criado recentemente, o Comitê tem como missão fortalecer o diálogo técnico, científico e institucional em torno da tecnologia de Intemperismo Acelerado de Rochas (IAR/ERW), posicionando o Brasil como protagonista global em remoção de carbono a partir de soluções baseadas na natureza e na mineração.
Nesse contexto, a ABREFEN ampliou sua atuação nos últimos meses e teve como marco recente a realização de uma agenda estratégica junto à Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono (SEMC), do Ministério da Fazenda, em Brasília/DF.
Representada pelo coordenador do Comitê Agrocarbono Sustentável, Fernando Moriya, a entidade liderou uma comitiva composta por especialistas da academia, mineração e agronegócio, além de representantes das maiores desenvolvedoras de projetos de IAR/ERW no país, em reunião com a subsecretária Ana Paula Machado. O principal objetivo do encontro foi posicionar o Intemperismo Acelerado de Rochas como uma tecnologia estratégica para o novo Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE).
Durante o encontro, foram apresentados os ativos da infraestrutura produtiva nacional e a sólida base científica e comercial já desenvolvida no Brasil, demonstrando que o país reúne condições favoráveis para assumir protagonismo global na remoção de carbono. Um dos principais pontos debatidos foi o rigor científico aplicado aos processos de monitoramento, reporte e verificação (MRV) do ERW, considerado essencial para assegurar a integridade e credibilidade do mercado regulado de carbono.
A reunião resultou em um importante resultado, com a sinalização positiva para a criação de Grupos de Trabalho específicos, voltados ao desenvolvimento de metodologias nacionais e à viabilização da inserção definitiva da tecnologia no SBCE.
Para Moriya, o encontro representou um avanço importante na consolidação institucional da ABREFEN. “Conseguimos avançar no diálogo dentro de nosso planejamento de trabalho e a entidade pôde liderar essa comitiva e se fortalecer como representante oficial do setor de REM e FN. Muito significativa, também, foi a sugestão da Secretaria de formar grupos de trabalho e convidar membros do comitê para participação como experts dentro dos mesmos. Isso fortalece o posicionamento de IAR/ERW dentro da agenda climática brasileira e amplia as oportunidades para o setor de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais”, destacou.
Participaram presencialmente da reunião o professor Antônio Carlos de Azevedo, da ESALQ/USP, o COO da InPlanet, Niklas Kluger, acompanhado da cientista do solo Mariane Chiapini, além do diretor jurídico da Terradot, Vinícius Guarnieri Sala, juntamente com a geóloga Laísa de Assis Batista. De forma virtual, a reunião também contou com Caio Franco, diretor de políticas públicas da Mombak.
O Comitê Agrocarbono da ABREFEN segue em plena atividade e vem fortalecendo sua estrutura de atuação, agora em duas frentes estratégicas. A primeira é o GT Hub de Conhecimento, responsável pela construção e disseminação de conhecimento técnico e científico, incluindo a criação de biblioteca online, curadoria acadêmica, relacionamento com universidades e apoio à inserção do tema no ambiente acadêmico. E uma segunda frente criada recentemente que, é o GT Regulação e SBCE, voltado à condução da agenda institucional e regulatória relacionada ao ERW, ao mercado de carbono e ao diálogo permanente com a SEMC, reforçando a participação ativa da ABREFEN na construção das políticas públicas e marcos regulatórios ligados à agenda climática brasileira.
Intemperismo Acelerado de Rochas – IAR (Enhanced Rock Weathering – ERW, derivado do Inglês)
- Tecnologia estratégica para o SBCE e o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil
- 70 milhões de hectares – Plataforma agrícola já existente no Brasil com potencial para aplicação de ERW em larga escala, sem necessidade de mudança de uso da terra.
- 1.676 processos minerários – Ampla base mineral instalada no país, com potencial para fornecer insumos e acelerar a implementação nacional do ERW.
- Plataforma agrícola já existente no Brasil com potencial para aplicação de ERW em larga escala, sem necessidade de mudança de uso da terra.
- 150 MT CO2/ano – Potencial relevante de remoção de carbono, com capacidade material de contribuir para o SBCE e para as metas climáticas brasileiras (NDCs).
- Brasil é 1° no mundo – País foi o primeiro a emitir créditos de carbono de ERW com reconhecimento internacional independente, comprovando liderança prática no setor.