Autor: Phillipp Swoboda

O uso agrícola do Remineralizador de Solo (REM) tem avançado nos sistemas produtivos brasileiros, impulsionado por resultados de campo promissores e por monitoramentos avançados que conectam fertilidade, sustentabilidade e remoção de carbono. Entre esses esforços, o trabalho de empresas especializadas, como a InPlanet, tem ajudado a transformar esse potencial em prática operacional real.
Por que o REM está ganhando espaço na agricultura tropical.
Nos últimos anos, agricultores, universidades e consultores agronômicos têm demonstrado interesse crescente no remineralizador como um componente estratégico para uma agricultura mais resiliente ao clima e regenerativa. A InPlanet vem observando efeitos notáveis em diversas propriedades, onde o REM é adotado por sua capacidade de recuperar a saturação por bases, reduzir a acidez do solo e otimizar o manejo de nutrientes.
Os efeitos benéficos são especialmente evidentes nos solos altamente intemperizados típicos do Brasil. Esses solos também se beneficiam do aporte de silício, que pode aumentar a tolerância das plantas à seca e a estresses bióticos, além do potencial de pós de rochas silicatadas em melhorar propriedades físicas do solo.
Efeitos de campo e padrões que se repetem entre regiões
Monitoramentos realizados em áreas que receberam aplicação de remineralizadores têm revelado padrões consistentes, incluindo:
Aumento da saturação por bases (V%);
Redução da toxicidade por alumínio;
Melhoria da eficiência do fósforo, devido à mobilização do P ligado ao solo induzida pelo silício (Si);
Liberação de nutrientes e ganhos de produtividade persistindo por mais de um ano após a aplicação;
Maior teor de nutrientes e melhor qualidade da produção (ex.: cana-de-açúcar com maior pureza, ATR, sacarose total…).
Na experiência de campo da InPlanet, esses indicadores aparecem repetidamente em diferentes culturas comerciais. Embora os resultados dependam das características do solo e da planta, do manejo, da mineralogia e da granulometria dos Remineralizadores de Solo, a tendência geral reforça que estes insumos são promissores para sistemas tropicais.
Remineralizadores de Solos como alternativa regenerativa e inteligente para o clima em solos tropicais
Os REM também despontam como uma oportunidade estratégica em um segundo eixo: a remoção duradoura de CO₂. Minerais ricos em cálcio e magnésio presentes em algumas rochas reagem naturalmente com CO₂ dissolvido na água, formando íons bicarbonato (HCO₃⁻), que são então transportados e armazenados de forma duradoura nos oceanos.
O aprimoramento desse processo natural por meio da moagem das rochas e aplicação no campo é conhecido como Intemperismo Acelerado de Rochas – IAR (ERW, na sigla em inglês). Estudos atuais apontam o ERW como uma das principais tecnologias naturais de remoção de carbono em escala global.
Essa convergência entre fertilidade do solo, produtividade e impacto climático tem atraído interesse de produtores, cooperativas e pedreiras que buscam diversificação ou participação nos mercados emergentes de carbono.
Monitoramento técnico e qualificação de rochas
Para consolidar rochas como Remineralizadores de Solo eficazes, é essencial garantir qualidade mineralógica e granulométrica conforme a Instrução Normativa n.º 5/2016 do MAPA. Com esse objetivo, diversos grupos no Brasil, incluindo a InPlanet, avançam nessa frente com abordagens rigorosas:
●Caracterização mineralógica por DRX (difração de raios X) e FRX (fluorescência de raios X);
Controle de granulometria;
Testes de reatividade e liberação de íons;
●Monitoramento de indicadores de solo antes e depois da aplicação;
●Integração de dados agronômicos, geoquímicos e ambientais.
Esses avanços reduzem incertezas e aproximam o setor de padrões mais robustos, permitindo que pedreiras e operações de mineração se posicionem com segurança no mercado de remineralizadores.

Um setor em evolução contínua
A expansão do uso de REM na agricultura resulta da convergência entre ciência do solo, agronomia, geoquímica e operações de mineração. No Brasil, onde predominam solos pobres em nutrientes e o clima tropical acelera processos de intemperismo, a aplicação de remineralizadores ganha ainda mais relevância, já que as condições para eficiência são ideais.
A contribuição de empresas como a InPlanet, conectando campo, mineradoras, universidades, análises laboratoriais e modelagem, tem sido fundamental para ampliar o conhecimento e desenvolver caminhos claros para a adoção desses insumos em larga escala.
À medida que produtores, cooperativas e pedreiras continuam se engajando, o remineralizador deixa de ser apenas um insumo promissor e se consolida como um pilar para o futuro da agricultura tropical, unindo produtividade, estabilidade dos solos e oportunidades climáticas de longo prazo.
Saiba mais: https://go.inplanet.earth/pt-br/ci%C3%AAncia-que-regenera-seu-solo-inplanet